Nesse artigo abordaremos a simbologia lunar, desde as imagens vistas por nós na sua superfície como São Jorge, a utilização do calendário lunar para determinar festas religiosas chinesas, judaicas e cristãs, no caso especificamente a Páscoa. O que ela simboliza para o povo judeu. A Lua representa tudo aquilo que está em mudança, em fluxo e refluxo. Várias expressões que utilizamos têm como suporte a própria Lua. Na magia certos animais lunares possuem um magnetismo, um fluido que auxilia certas operações de magia.
As manchas vistas na Lua ocuparam o pensamento dos poetas, filósofos, astrólogos, enfim...
Nas diversas culturas, foi identificado nessas manchas um vasto bestiário e até mesmo figuras humanas como um velho canibal entre os tártaros.
A Lua também é símbolo da fecundidade. Para os chineses a festa da Lua, festa da colheita, é uma das grandes festas anuais.
Entre os judeus, a Lua simboliza o povo hebreu na sua busca da terra prometida. Os judeus e em certa medida para os cristãos, a Lua é o regulador de algumas festas religiosas.
As religiões semíticas reservam um lugar especial para a Lua, como a muçulmana e a judaica.
Para os judeus a Lua é a “luz menor” e dizem que para diminuir o perigo de uma divindade central, Deus decidiu utilizar dois corpos celestes.
Os primeiros israelitas atribuíram à Lua uma ação direta sobre a fecundidade do solo como diz Deuteronômio (33, 13-14) “A Terra é abençoada pelo Senhor! Ela possui os dons do céu, o orvalho e o abismo, nas camadas subterrâneas e os tesouros que o Sol produz e os que germinam a cada Lua...”. A Lua exercia, igualmente, uma ação contra as moléstias (Salmos 121,6). Observemos, de passagem, que os ismaelitas “prendiam ao pescoço de seus camelos ‘pequenas Luas’, isto é, enfeites em forma de discos ou contra os raios da Lua, ou seja, contra as moléstias atribuídas a esse astro”.
Os diversos pingentes como conchas e crescentes simbolizam a Lua.
Josué se dirige ao Sol e à Lua, dando-lhe ordens (Josué, 10, 12-13) assim como Cristo e Bernadette Soubiou se dirigem igualmente aos astros.
A data da festa da Páscoa foi fixada em função da fase lunar ”Páscoa é o domingo que se segue ao décimo quarto dia da Lua que atinge esse tempo no dia 21 de março ou imediatamente após.
A celebração no décimo quarto dia da Lua do equinócio fora prescrita judiciosamente com o objetivo de impedir qualquer assimilação da Páscoa judaica com a cerimônia cristã”.
Assim, sendo as normas do cálculo eclesiástico atual, cujas tabelas teriam sido elaboradas pelo astrônomo jesuíta Clavius, aconselhado pelo papa Gregório XIII, a Páscoa pode ser celebrada em 35 datas diferentes, escalonadas entre 21 de março a 26 de abril.
Os calendários religiosos cristãos, árabes, judaicos, a civilização chinesa utilizam muito regularmente as fases da Lua para organizar cerimônias religiosas.
De certa forma, podemos relacionar a Lua como símbolo de tudo que está em mudança: o tempo que passa, o sonho que foge, o animal ou o homem que se transformam, o ciclo que muda e recomeça etc. Símbolo da desestabilização, a Lua é igualmente o símbolo da esperança, pois anuncia que a cada fluxo segue-se um refluxo, que a morte anuncia a vida ...
Várias tradições populares têm como elemento a Lua, assim:
- para tirar verrugas, dirija-se à Lua dizendo “Salve, Lua Cheia, leve-as consigo (as verrugas), para bem longe daqui”.
As fases da Lua correspondem às estações do ano: Lua nova, inverno; Primeiro Quarto, primavera; Cheia, verão e Último Quarto, outono.
Em magia, os animais são freqüentemente utilizados pelo magnetismo que apresentam. Cada animal tem um determinado poder, um fluido particular, que auxilia a realização de certas operações.
As operações mágicas lunares são favorecidas pelas seguintes categorias: pássaro, coruja; mamífero, gato.
Existem várias expressas baseadas na Lua como: prometer a Lua, que significa tentar o impossível; um provérbio diz se você não aceitar o Sol bater nas suas costas, a Lua não baterá no seu ventre; outro provérbio diz eles lhe apontam a Lua e você olha para o dedo.


