Para os adultos, os benefícios do convívio com animais de companhia são evidentes. Quando, porém, esses adultos são pais e mães, que já têm crianças pequenas ou aguardam a chegada de um bebê, ainda existe certa resistência em manter ou adquirir um pet para fazer parte da família. Em 2009, a pesquisa da Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional das Indústrias de Saúde Animal (Sindan) revelou que apenas 33% dos casais com filhos com idade até nove anos possuíam animais de estimação, dando base à preocupação dos pais em manter em um mesmo espaço crianças e animais domésticos.
Trabalhos terapêuticos que utilizam animais junto a crianças portadoras de deficiência têm auxiliado na recuperação e servido para desmistificar que pets poderiam trazer algum risco potencial à saúde dos pequenos. Isso vem confirmar que o convívio de crianças com animais de estimação é muito saudável, pois além de estimular as habilidades motoras e a comunicação, reduz a ansiedade, acalma, auxilia na brincadeira e no gasto de energia e faz com que a criança, desde cedo, compreenda e assuma algumas responsabilidades.
O convívio saudável, no entanto, exige alguns cuidados, principalmente no que se refere à higiene e à limpeza da casa para evitar o acúmulo de pêlos de cães e gatos e à vacinação e vermifugação dos animais. O pet deve ter um local específico para fazer suas necessidades, para evitar o contato das crianças com as fezes e a urina do animal. A escovação do pet previne a queda de pêlos, além de auxiliar na saúde da pele de cães e gatos. Aspirar tapetes e limpar o chão com pano úmido também ajuda na higienização do piso. Vermífugos destinados ao uso de animais adultos e filhotes também são importantes para combater os principais endoparasitas, como vermes. Outros produtos específicos devem ser utilizados para prevenir pulgas e carrapatos. Outro fator de extrema importância é a vacinação dos bichinhos, que deve estar sempre em dia.
Algumas raças têm temperamento muito dócil, como é o caso do Pastor Alemão, Labrador, Beagle, Boxer, Cocker Spaniel e o Staffbull. O gato Balinês e o Siamês também são muito fáceis de convívio. Isso, no entanto, não exclui outras raças de cães e gatos ou mesmo animais sem raça definida, que também podem ser ótimas companhias. Raças como Pincher e Poodle podem apresentar um “poder de posse” maior sobre seus donos, mas não há regra sem exceção.
No caso do convívio entre animais e bebês, é essencial preparar o cão, principalmente adulto, a entender a chegada do novo membro da família. Para fazer com que um cão adulto se acostume com fraldas, mamadeiras, choros e novos cheiros, desde o início da gravidez é importante deixar o pet cheirar o carrinho, o berço e os brinquedos do bebê. Também é aconselhável enrolar uma boneca em um cobertor que o bebê irá usar e carregá-la perto do pet. Isso facilita o entendimento do cão, que pode ser recompensado com petiscos, a cada resposta de “bom comportamento”. Dependendo da rotina dos donos do animal de estimação, os pets podem passar o tempo todo perto do bebê, mas é importante nunca deixá-lo sozinho, por mais confiança que se tenha no animal.
Sobre a colunista: Isabella Vincoletto, CRMV SP 23.587, é médica veterinária da Vetnil, um dos cinco maiores laboratórios do país. A veterinária indica Vetmax, um vermífugo de amplo espectro e Mebendazole Vetnil Cães e Gatos, eficiente na eliminação de ovos, larvas e vermes adultos. Os petiscos Pet Active Palitos e Pró-Bife, por sua vez, são ideais para manter a saúde do pet e recompensar bons comportamentos.


