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ARTIGO: Brasil — vocação para o progresso

Publicado Terça-feira, 16 de Novembro de 2010 as 08:55h Faça seu comentário

* Paiva Netto

Nas comemorações dos 121 anos da Proclamação da República, reflitamos sobre o papel do Brasil no contexto mundial que é também o de iluminar as consciências com sua cultura imanente de fraternidade. No ensaio “Sociologia do Universo”, comento a respeito de como vem se formando nossa história, cuja vocação trilha o caminho do êxito.

Não se edifica uma pátria sem generosidade de alma e espírito pragmático. Demanda tempo, pois este ainda não é um mundo de seres pacificados. Neste planeta de tantos desafios, é trabalhoso, mas possível. Apesar de os povos estarem se tornando cada vez mais impacientes. Gamal Abdel Nasser (1918-1970), que nacionalizou o canal de Suez, com o inesperado apoio dos Estados Unidos, no governo de Dwight D. Eisenhower (1890-1969), e deu início, com financiamento da ex-União Soviética, à construção da grande represa de Assuã, carpido pelas lutas para erguer um Egito moderno, concluiu: “Construir fábricas é fácil, levantar hospitais e escolas é possível, mas erigir uma nação de homens é tarefa longa e árdua”.

Urge fazer-se entendido pelo coração das criaturas. Quem vai ao cerne da criança chega ao jovem. Quem ensina a mocidade pacifica a alma do adulto. E quem tem este último espiritualizado levanta uma nação. É pelo exemplo que se constrói. Já dizia Napoleão Bonaparte (1769-1821) que “as palavras indicam o caminho, mas os exemplos arrastam”. O Corso continua repleto de razão. (...)

PROCESSO POLÍTICO-DEMOCRÁTICO

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, prestigiou a 56a Feira do Livro de Porto Alegre. Em 3/11, realizou movimentada sessão de autógrafos de seu “Direito, Constituição e Transição Democrática no Brasil”. Uma abordagem esclarecedora sobre o atual modelo das relações entre os vários poderes institucionais, nascido de um processo político-democrático que se fortaleceu no país nos idos de 1985 e se consolidou na Carta Magna brasileira de 1988.

Esse trabalho me chegou às mãos com amistosa mensagem: “Ao Paiva Netto, cidadão do bem, com o abraço fraterno do Tarso Genro”.

Fica aqui meu agradecimento e o desejo de sucesso em sua nova empreitada cívica.

FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

Em 4/11, o senador Pedro Simon realizou, também na 56a Feira, o maior evento literário a céu aberto das Américas, concorrida sessão de autógrafos de seu título “A impunidade veste colarinho branco”.

À Boa Vontade TV, assim se dirigiu: “Meu abraço muito carinhoso ao meu amigo Paiva Netto. Sou um admirador da sua obra, do seu trabalho, leitor permanente de suas colunas. Agradeço a oportunidade de poder falar aos amigos da LBV, porque realmente esse livro é resultado de uma caminhada da boa vontade”.

Grato ao respeitado senador gaúcho, que dedicou exemplar de seu livro, honrosamente chamando-me “companheiro de longa caminhada”.


* José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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