* Por David Florim
Amanhã, o terremoto do bem estremecerá o mundo, num tsunami de história, jogadas e arte.
Brasil e Argentina se enfrentarão às 15 horas no novo mundo chamado Emirados Árabes Unidos.
Abu Dhabi, a cidade que no fim de semana recebeu a Fórmula 1, vislumbrará de maneira ainda mais entorpecida, os craques do passado, presente e futuro.
Será dia de duelo particular entre Ronaldinho Gaúcho e Messi. Os reis de Barcelona!
O primeiro, principal malabarista da equipe mais circense do planeta, contra o segundo, principal músico de uma das melhores orquestras do mundo.
E nessa sinfonia regrada de preciosismo e genialidade, quem ganha é o torcedor.
Fico feliz, pois o jogo tem tudo pra arrematar a boa terceira guerra futebolística mundial.
Guerra de paz, onde o mundo lutará pra destruir toda a bélica dos pés do vencedor, que passará a ter leve favoritismo ao título da Copa do Mundo no Brasil.
Claro que é cedo demais pra tecer qualquer comentário sobre favoritos à Copa, mas nesse caso, estamos falando de duas das principais seleções do mundo, favoritas a tudo o que disputam.
Brasil e Argentina, sul-americanos convincentes.
Ronaldinho e Messi; Neymar e o mundo, numa avalanche de emoções e saudosismo, capaz de quebrar barreiras, atravessar fronteiras e fincar de vez, a bandeira da paz, numa guerra campal reduzida há apenas 90 minutos, onde as armas, são apenas pés.
Pés do bem...
Que os Deuses da Bola compactuem para o bom futebol de Ronaldinho, Neymar e Cia, e que, acima de tudo, nos façam reviver toda a emoção de um jogo tão biográfico.
Que Brasil e Argentina nos permitam crer, independente do vencedor, que o futebol está no caminho certo, chamado arte.
David Florim é Jornalista e Radialista em Ribeirão Preto/SP. Foi repórter por dois anos na filiada da TV Bandeirantes no interior de São Paulo e atualmente comenta futebol na filiada da Rádio Jovem Pan AM na região de Ribeirão Preto.



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