Em um de meus momentos de devaneio, sonhei outorgar aos “Nobres Vereadores” rio-clarenses um prêmio para o melhor deles, no ano de 2009. Assim comecei a elaborar as regras para a classificação dos mesmos durante os seus trabalhos legislativos.
Os “Nobres” (que entre outras coisas quer dizer notável, ilustre, célebre, majestoso, augusto, alto, sublime, generoso...), seriam premiados em várias categorias e aquele que recebesse o maior número de oscars receberia também o oscar de VEREADOR DO ANO!
Os itens julgados para a premiação seriam:
Participação e Atuação: levaríamos em conta a capacidade do vereador em participar ativamente das sessões de camâra em todos os sentidos: seja apresentando trabalhos ou “participando” (não impondo) de discussões acerca de trabalhos dos colegas, de interesse do executivo... seja no apoio, oposição, sugestões etc. Seria levado em consideração a capacidade de persuasão dos vereadores (e lembrando que persuadir não é gritar), educação, respeito aos seus pares e consequentemente à população.
Superação: para este quesito seria analisada a capacidade do vereador em buscar apoios, formar parceria, aprender e empreender; vencer a burocracia. Principalmente nas parcerias inter-municipais, com capitalização de recursos para o municipio e busca de apoios estaduais e federais para atrair investimentos; buscar a implantação de orgão públicos, projetos e mecanismos com finalidade de melhorar a qualidade de vida da população
Projetos, Moções e Requerimentos: Aqui a repercursão das proposituras nas seções de camâra: o parecer das comisões internas, aprovações por unanimidade e derrotas em votações nas sessões; elogios e criticas - apoios e oposições seriam levados em consideração
Liderança Política: a análise aqui seria da capacidade de articulação política do vereador dentro e fora da Câmara, e também inter-municipal: com finalidade de formar alianças que dêem sustentação aos seus projetos, a sua plataforma política, para que o mesmo possa atingir suas metas, além de aprovação de um projeto por exemplo, sua implantação - após sansionada pelo prefeito - pelas secretarias competentes
Integração: Levarei em conta a capacidade do vereador em comunicar-se e integrar-se a diversos setores da sociedade: ongs, associações de bairro, projetos sociais, lideres comunitários, políticos e empresarial com objetivo de firmar parceria para firmar e ampliar o poder de atuação dos mesmos. Sem deixar de levar em consideração seu relacionamento com o povo - seu carisma e popularidade
Ética
Este é um quesito de muito peso para a premiação final, pois leva em conta a capacidade do vereador de se posicionar de forma coerente nas sessões de câmara, sem deixar falar mais alto interesses pessoais ou partidários: reconhecendo o trabalho dos pares, mesmo que sejam de um bloco oposicionista!
Discurso: Aqui o ponto forte seria a capacidade do vereador em defender - apresentando seus argumentos - na tribuna da Câmara, seu ponto de vista; seja na defesa de sua propositura, no apoio ou oposição as proposituras dos colegas, do executivo, ou de interessse da casa de leis. E também, a capacidade do "orador" em dissertar sobre os diversos assuntos de interesse público.
Criatividade: Será levada em conta a capacidade do vereador em ter idéias capazes de atender as necessidades dos munícipes como um todo, bem como melhorar a qualidade de vida dos mesmos. Levando em conta a irreverência, ousadia, credibilidade das proposituras, bem como seu poder de atendimento.
Honestidade: Este, juntamente com a Ética seriam os requisitos que deveriam nortear todos os outros, o que deveria, em tese, apresentar-nos um “POLÍTICO” verdadeiro e que estivesse interessado única e exclusivamente no bem estar da população. Deveria, quando empresário, desligar-se por completo de sua empreiteira, não podendo legislar em causa própria através de projetos, requerimentos e indicações. Deveria estar ligado em fiscalizar o executivo, não como opositor político-partidário, mas sim como cidadão que está na Casa de Leis para legislar em favor de toda uma população.
Depois de analisar todos os quesitos, cheguei à conclusão que não valeria a pena elaborar tal premiação, pois, não haveria concorrente que chegasse a merecer tal prêmio. E assim, no fim teríamos que premiar o “menos ruim” e não seria este o objetivo do prêmio.
Mas, por fim, valeu o sonho, valeu a felicidade momentânea de imaginar que existe um caminho e que quem sabe um dia, algum ser iluminado venha a trilhá-lo e chegar ao topo do nosso Oscar. E que os anjos digam Amém!




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