Adquirir um pet exige responsabilidade. Além dos laços afetivos que serão criados com a convivência, o animal é carente de atenção e requer cuidados.
Assumir esse compromisso implica admitir a existência de uma relação de dependência do pet com o dono e, no caso de imprevistos, como a falta do dono ou a mudança de casa para apartamento, buscar soluções que primam pelo bem-estar do animal.
Diante de uma separação inevitável entre o dono e o bichinho de estimação, a melhor alternativa é buscar um novo lar para o pet. A mudança, que exigirá alguns cuidados para a escolha certa da pessoa predisposta a adotar o animal, deve prever também que o pet precisará de um tempo de adaptação, já que todas as demarcações de território, cheiros, espaço e sons são perdidos.
Caberá ao novo proprietário reeducar o pet, com um trabalho de ensinamento similar ao realizado quando o animal era filhote, como o de fazer xixi no lugar correto.
O novo proprietário deverá assumir um papel de líder, para
conduzir o animal para essa nova situação, sem que conseqüências, como estresse ou desobediência sejam desencadeadas. Para o pet, o dono é o líder da matilha, por isso é importante o novo proprietário assumir o comando da
situação.
Quando a adoção do pet for feita por alguém que já possua outros
animais de estimação na casa, a dica é fazer a apresentação dos bichinhos de forma gradativa, podendo, para isso, serem utilizadas grades ou caixas de contensão, no caso de gatos.
Cães de guarda também têm a capacidade de se acostumarem a novos donos. Nesses casos, além do caráter de liderança frente ao pet, o que deixará o animal mais calmo, é importante trabalhar a obediência com comandos básicos, como o senta, deita. O animal passa a criar confiança na pessoa que está no comando, realizando a ação de guarda apenas quando necessária.
Hoje em dia já existem suplementos que podem auxiliar no processo de adaptação do pet. Os danos provocados pelo estresse, decorrente da ausência do dono ou da mudança de ambiente, podem ser reduzidos por meio de suplementos ricos em nutrientes com ação antioxidante ou que diminuem o estresse.
NA HORA DE DOAR
Para que o pet continue sendo bem tratado e receba o carinho de uma nova família, é importante considerar quem é o adotante e quais condições ele tem para criar o pet.
Espalhar pela vizinhança a necessidade de doação é uma boa alternativa para conseguir um vizinho que já tenha simpatia pelo animal.Caso não tenha referências do potencial novo dono, uma visita para conhecer o novo lar do pet é essencial. Dessa forma será possível avaliar as condições de higiene e o propósito do adotante. Outra dica é doar o animal já castrado.
Isso pode evitar que comerciantes utilizem o pet apenas para a reprodução, descartando-o quando alcançam a meia-vida. Também é importante ter em mente que um animal que tenha convivido em ambiente familiar e que é doado para guarda de uma empresa, por exemplo, pode sofrer muito com o afastamento das pessoas.
* Sobre a colunista: Isabella Vincoletto, CRMV SP 23.587, é médica veterinária da Vetnil, um dos cinco maiores laboratórios do país. A veterinária indica Nutralogic e Triptophan, suplementos responsáveis pela inibição e redução de efeitos ocasionados pelos radicais livres nas células, em razão de condições de estresse.

