Hoje o “sindicalismo municipal” (entenda-se servidores municipais) que se pratica em Rio Claro está muito longe do sindicalismo original, onde a preocupação era única e exclusivamente com os trabalhadores municipais.
Este sindicalismo está oficializado e é dirigido por dirigentes de partidos políticos que retira do movimento sindical o seu caráter revolucionário e de independência face ao estado.
Todos os seus dirigentes, travestidos de “sindicalistas” puro e simples, já foram picados pelo mosquitinho da “politicalha” e hoje estão inseridos no sindicalismo de “conserto social”, que é aquele onde estão representados o governo os sindicatos oficiais e o patronato, muito comum, hoje, no Brasil afora.
Um regime que tenta de uma forma ou de outra domesticar os trabalhadores, serem os seus gestores e amarrá-los sob todas as formas, procurando transformá-los em seres “não pensantes” evitando que os mesmos contestem o sistema social vigente.
Neste sindicalismo de “conserto social” e de colaboração de classes tem dirigentes que não sabem o que é trabalhar a anos, estão desligados da realidade dos servidores e não sentem a luta de classe, a repressão política econômica e social e a exploração todos os dias por parte do estado.
Estes dirigentes vêem os servidores apenas como meros soldados de uma luta de classes, lutas estas conduzidas por direções partidárias/sindicais, fazendo dos servidores “bucha de canhão” em suas batalhas políticas, se é que se pode chamar o que vemos aí de “Política”.
Este sindicalismo é muito diferente daquele que existiu no Brasil, em épocas não muito distantes, quando o Lula era apenas um “companheiro”. Ironia do destino!... O maior símbolo do verdadeiro sindicalismo foi o inspirador para a derrocada moral deste movimento no Brasil.
Aquele sindicalismo era direcionado pela base em assembleias de trabalhadores que aprovavam a linha de orientação e as lutas eram conduzidas pelos próprios trabalhadores, não havendo dirigentes, mas mandatários livremente eleitos e que poderiam ser retirados a qualquer momento.
Este sindicalismo revolucionário “anarco/sindicalismo” tinha também como missão a libertação dos trabalhadores face aos patrões e ao estado e lutavam por uma sociedade de bem estar, liberdade e anarquia.
Infelizmente hoje, os servidores municipais estão sendo usados apenas como massa de manobra, para atender o anseio de poder das “viúvas”...




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