Com o objetivo de incentivar a leitura, a Câmara Municipal aprovou em duas votações a programação de data especial para instituições públicas e privadas promoveram o acesso de jovens e adultos aos livros. A iniciativa é do vereador José Pereira dos Santos.
“Muitas pessoas que durante a juventude não tiveram oportunidade de fácil acesso a livros sabem o quanto é importante as novas gerações serem estimuladas à leitura e terem acesso garantido a livros”, explica o vereador ao justificar a iniciativa.
Aprovado por unanimidade, o projeto institui a Semana em Comemoração ao Dia Nacional do Livro a ser marcada por campanhas a serem realizadas anualmente na última semana de outubro.
Segundo José Pereira dos Santos, a expectativa é desenvolver para a data um calendário de eventos que reúnam a comunidade em atividades culturais que tenham a leitura como foco principal. A programação é voltada para alunos das redes pública e privada, jovens, adultos e idosos.
Ele diz contar com a participação comunitária já a partir da fase de levantamento de propostas para a definição do calendário. Entre as primeiras sugestões destacam-se o incentivo a atividades em sala de aula, palestras, divulgação de edições clássicas e populares, campanhas de doação e distribuição para entidades filantrópicas, mostras e feiras.
José Pereira dos Santos destaca o objetivo de incentivar o governo municipal a aumentar o número de bibliotecas para atendimento das populações de bairros. Ele salienta reivindicações de estudantes, pais de alunos e jovens dos bairros Arco-Íris,
Mãe Preta, São Miguel, Jardim Bandeirantes, Vila Cristina, Vila Industrial, Vila Verde, Jardim Village e Jardim América.
“A biblioteca mais próxima dessa região fica a três quilômetros, no Centro Cultural, a distância é grande e o transporte coletivo não interliga o local com as linhas dos bairros”, explica.
Rio Claro conta com três bibliotecas públicas distribuídas entre o Gabinete de Leitura, Centro Cultural e no Cervezão perfazendo o índice de uma biblioteca para cada 67 mil habitantes. O indicador corresponde à metade da média nacional, já considerada baixa. O Brasil tem apenas duas bibliotecas para cada 67 mil habitantes. A Argentina tem quatro. A França tem 25. Os dados são da Fundação Biblioteca Nacional.
O vereador entende que em tempos de desenvolvimento econômico e das práticas democráticas é preciso recuperar o tempo perdido de populações que não contaram com a possibilidade de ter acesso a livros. “Informação e formação hoje são fundamentais e os poderes públicos têm que estar atentos para oferecer esses recursos à população”, assinala Pereira.



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