A qualificação técnica para a demanda do pólo industrial de química fina e sustentável de Rio Claro está incluída no projeto que prevê a transferência da ETEC “Armando Bayeux da Silva” para a área desocupado da EE “Chanceler Raul Fernandes”.
A confirmação foi feita pela diretora da ETEC, Maria Ângela Ragnane, Segundo ela, o projeto de transferência inclui o novo curso como o primeiro de outros a serem definidos futuramente. Conforme antecipa, “os laboratórios necessários já estão previstos no projeto de reforma e obras em fase de licitação”, acrescenta. Hoje a escola conta com nove cursos, 1.100 alunos e 53 professores.
“O curso de Química atende à expectativa dos empresários de Rio Claro e região pela formação de profissionais para o setor”, explica a vereadora Maria do Carmo. Ela é autora dos requerimentos ao governo estadual solicitando a medida e os recursos para a transferência para o prédio do Chanceler.
As primeiras estimativas orçam entre R$ 5 a 8 milhões as obras de restauração e construções necessárias para adequar a parte desativada do antigo imóvel. A expectativa é que a fase licitatória possa ser concluída no primeiro semestre com prazo de um ano para conclusão dos trabalhos. O investimento é da Secretaria Estadual de Educação.
O projeto prevê resolver dois desafios para o setor da educação estadual no município. O primeiro refere-se à falta de espaço para ampliação do Bayeux, unidade de ensino avaliada como uma das melhores do Brasil conforme o Enem. O segundo desafio é a ocupação da parte desativada prédio da EE “Chanceler Raul Fernandes”.
Sem ser utilizado há tempos, o local encontra-se degradado, implicando em custos progressivos de manutenção. Devido a impasse sobre a destinação do prédio, o governo estadual promoveu a cessão de uso ao município em 2009, motivo pelo qual a prefeitura integra a parceria no processo de transferência.
A partir de efetivada a ocupação do prédio pelo Bayeux, as secretarias estaduais da Educação e da Ciência e Tecnologia cobrem os gastos com a restauração do prédio e a instalação da escola, enquanto ao município cabe a merenda escolar.
A diretora Maria Ângela Ragnane avalia que no processo de negociação a atuação do prefeito Du Altimari foi fundamental e bem-sucedida. Ao mesmo tempo, ela agradece pelo apoio sempre manifestado pela vereadora Maria do Carmo Guilherme e pela Câmara Municipal.
“A semente foi plantada quando, na homenagem que recebemos da Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Sérgio Carnevale, citei que o Bayeux não poderia oferecer ainda mais a Rio Claro por falta de local para crescer, então, fiz o apelo para que sugestões fossem apresentadas”, relembra. “Devido à repercussão, a solução está a caminho”, finaliza.



Seja o primeiro a comentar.