Do norte ao sul do Brasil não se fala em outra coisa a não ser da escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Um dos pontos altos do assunto é a infra-estrutura de transportes públicos que está sendo desenvolvida para atender a demanda de turistas, da família olímpica, e dos torcedores locais, além daquilo que a realização desta grandiosa festa do desporto universal, pode deixar para a cidade do Rio de Janeiro, na segurança, na saúde, na moradia, na educação e principalmente o ganho que poderá advir para o turismo local.
Mas... E no Brasil, historicamente, sempre tem um mas, quando se envolve valores monetários como é o caso das olimpíadas, que tem estimativa de gastos de R$ 25.000.000.000,00 (Vinte e cinco bilhões de reais).
Não tanto pelo valor, pois a nível nacional até que o valor não chega a ser tão alto, quando se pensa que existem ainda, praticamente 7 anos pela frente. Mas, principalmente pelo histórico das grandes obras no Brasil e mais recentemente, no mesmo Rio de Janeiro, os escândalos dos desvios de verbas dos Jogos Panamericanos.
Este passa, então, a ser para a população brasileira o lado bastante obscuro destas Olimpíadas.
O LADO BOM - Politicamente a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 é, antes de tudo, o reconhecimento de que o país realmente está “emergindo” e está sendo encarado como uma economia forte e que merece respeito da Europa e Estados Unidos. Inclusive o Brasil derrotou Chicago, uma das maiores cidades americanas e que, em outras épocas, seria a mais forte candidata a sediar os jogos. Além de Chicago, o Rio derrotou Madri e Tóquio, o que prova a grandeza desta conquista, principalmente em termos políticos.
Mais um lado positivo é que os Jogos estarão sendo realizados dois anos após a Copa do Mundo de Futebol, que também trará oportunidades incríveis para o país, nos campos acima mencionados, só que aí já não será somente a cidade do Rio de Janeiro que será beneficiada.
Mas, junto com estas oportunidades, também virá uma grande dose de responsabilidade para os esportistas do país que terão oportunidade de superação nos esportes que ainda não temos tanta representatividade.
Trará responsabilidades dos treinadores e preparadores de nossos atletas, que terão que, de agora em diante, evitar os escândalos de doping que recentemente estourou no país, principalmente no atletismo.
O investimento na segurança, principalmente, terá que ser feito com critérios, pois acorrerão para o nosso país, turistas de toda parte do globo e que tem como conceito básico do Brasil, a falta de segurança, as mortes, os assaltos, etc, etc, etc...
Aeroportos, portos, estradas, estádios, Metrôs, hotéis e malhas viárias que há tanto tempo estão nos sonhos dos moradores das grandes metrópoles, poderão enfim sair do papel.
Tudo tem que estar pronto antes do apito inicial.
O GRANDE SONHO - Mas, concluindo, pode-se afirmar que o maior investimento, teria que ser feito, na moral, na ética, na honestidade dos nossos homens públicos. Mas, infelizmente este investimento não poderá vir dos cofres públicos, mas do “berço” de cada um que terá incumbências e poderes nos dois eventos esportivos que acontecerão no país (Copa do Mundo de Futebol) e na cidade do Rio de Janeiro (Olimpíadas).



