A implantação do sistema de TV digital no Brasil, completou dois anos.
Com o cronograma adiantado, a cobertura do sinal digital no Brasil alcança 26 regiões metropolitanas, servindo mais de 60 milhões de habitantes, além de ter conquistado vários países da América Latina: Peru, Argentina, Chile e Venezuela. A estimativa de vendas de conversores, somando aparelhos fixos e móveis (televisores FULL-SEG e 1-SEG, set-top boxes, celulares, mini-TVs, pen- TVs, conversores com porta USB para Lap tops, kits para táxis) é de mais de 2 milhões.
O preço dos produtos está em queda livre, chegando a um terço dos inicialmente praticados e a quantidade de lançamentos que chega ao mercado cresce a cada mês.
As inovações técnicas do padrão ISDBT o tornam capaz de oferecer ao mesmo tempo qualidade perfeita de imagens e sons, robustez contra interferências, mobilidade, portabilidade e interatividade livre de custos de direitos autorais e despertaram o interesse de vários países. Nesse sentido, um caso que chamou atenção, foi o da Argentina, que já tinha escolhido o padrão americano e voltou atrás optando pelo nipo-brasileiro. E representantes de outras nações que ainda não escolheram seu padrão de TV digital, como Equador, Bolívia, Costa Rica, Cuba e Moçambique, estiveram recentemente no Brasil para conhecer melhor o sistema.
A interatividade GINGA, extremamente flexível, favorece o desenvolvimento de uma gama enorme de aplicativos comerciais, lúdicos, informativos ou para ampliação da cidadania e inclusão social. Apresentada à comunidade internacional por intermédio da UIT- União Internacional de Telecomunicações, que é um dos braços da ONU, foi especialmente bem recebida, por ser a primeira e única sem custos de royalties, quebrando parâmetros do próprio conceito que se tem de TV digital na entidade.
Para 2010, as perspectivas são ainda melhores e com uma agenda de trabalho intensa. A Copa do Mundo de Futebol obrigará a indústria produzir em ritmo acelerado; todos esperam ver o Hexa em FULL HD. O ano que vem será marcado pelo avanço da interatividade no Brasil e pelo esforço na continuidade da internacionalização da TV digital, o primeiro sistema que elevou o Brasil a exportador de tecnologia e inovação, não mais o contrário.



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